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Pesquisa desenvolvida pela Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) apontou que as lombadas convencionais são mais eficientes que as lombadas eletrônicas.

O estudo envolveu a simulação de situações hipotéticas de trânsito para ponderar os impactos de cada um dos dispositivos de contenção de velocidade.

O resultado mostrou que as lombadas eletrônicas não são ‘custo-eficientes’ sob a maioria das condições de tráfego na comparação às lombadas convencionais devido ao seu elevado valor de aquisição e manutenção.

O trabalho foi executado pelo economista Florian Schumacher dentro de uma tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada.

“Diferente das lombadas eletrônicas, as convencionais são eficientes sob a maioria das condições de tráfego, porém implicam em uma série de impactos colaterais. Os mais criticados são o atraso de veículos de emergência que são forçados a reduzir a velocidade durante um salvamento, por exemplo. Assim como a penalização indiscriminada de todos os motoristas, inclusive dos que trafegam dentro dos limites de velocidade”, disse.

Segundo o pesquisador muitas lombadas convencionais são implementadas de forma irregular.

“Os dispositivos são instalados sem sinalização adequada ou com dimensões fora da regulamentação, podendo causar acidentes ao invés de reduzi-los”, afirmou.

Para Schumacher, o benefício da pesquisa é a conscientização de que é necessário promover a diminuição no custo de colocação das lombadas eletrônicas.

“Para tornar viável o uso dos dispositivos eletrônicos é preciso que haja incentivo à redução do custo. Além disso, o poder público deve zelar mais pela implantação regular e criteriosa, bem como pela manutenção periódica das lombadas convencionais. Discutir este tema é importante, porque os acidentes de trânsito são uma das principais causas de óbitos e lesões corporais no país, e geram grande impacto econômico e social”, afirmou.

Segundo a Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) a única lombada eletrônica da cidade fica no viaduto Francisco Jesuíno Avanzi (Chicão).

O secretário Jorge Akira afirmou que ambos dispositivos têm prós e contras.

“As lombadas eletrônicas para o trânsito são mais eficientes porque não criam obstáculos, justamente o que ocorre com as lombadas físicas que, apesar de forçar a redução na velocidade, acarretam transtornos aos serviços de emergência e transporte público. Além disso, diversos motociclistas se arriscam a passar entre a lombada e a sarjeta e acabam se acidentando”, disse.

Para Akira, as lombadas físicas são tidas por parte da população como a solução para todos os problemas de alta velocidade no trânsito.

“Não é exatamente assim, não podemos instalar deliberadamente novos obstáculos porque as dificuldades impostas por elas, muitas vezes, não compensam os benefícios”, afirmou.

Jornal de Piracicaba