
Em meio a tantas alterações no que diz respeito aos benefícios dos trabalhadores, o Plenário da Câmara modificou a Medida Provisória 664/14 relativo ao Auxílio-Doença, ao retirar a exigência de que o salário integral do trabalhador fosse pago pela empresa nos primeiros 30 dias de afastamento.
Após muitas lutas e manifestações de todos os sindicalistas, que foram as ruas reivindicar os direitos dos trabalhadores, a regra continuará sendo mantida para que as empresas paguem os primeiros 15 dias de afastamento e o governo o restante.
O país vive um momento de instabilidade econômica, com taxas de juros altos, aumento nos preços da gasolina, energia elétrica, alimentos, o pagamento por 30 dias prejudicaria os custos das empresas que não teriam como contratar temporariamente outro trabalhador, o que aumentaria ainda mais o desemprego.
Temos essa retirada da MP 664/14 como uma conquista para os trabalhadores e uma derrocada para o governo, que pretendia economizar no pagamento do beneficio, e também a dificultar a estabilidade do trabalhador prevista na lei.
A alteração no benefício do auxilio doença foi uma proposta do Governo Federal, mas foram vetadas no Plenário da Câmara.
A Constituição Federal diz que a ordem econômica nunca poderá sobrepor a social, mas o que vemos hoje é um retrocesso das conquistas sociais.
Nós do Sindicato dos Metalúrgicos iremos continuar monitorando o poder público, pois não podemos deixar que o governo transfira as contas dos erros para os trabalhadores.
FONTE: José Florêncio da Silva, o Bahia, presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e região















