
As tarifas de água e esgoto cobradas pelo Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) ficarão mais caras a partir de primeiro de agosto.
O reajuste, o segundo promovido no ano, será feito de forma progressiva e elevará as contas dos consumidores residenciais em no mínimo 15%.
O aumento será ainda maior para comércio e indústria, com majorações das tarifas acima de 25,95% e 26,88% respectivamente.
Em março, as contas subiram 9,12%. As novas altas foram autorizados pela Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e partiram de estudo solicitado pela autarquia com intuito de recuperar seu equilíbrio econômico-financeiro, impactado por aumentos de custos e insumos, entre eles a disparada da energia elétrica.
Os novos índices serão aplicados em variações conforme a faixa de consumo dos usuários. Para as famílias com utilização de até 10 mil metros cúbicos (equivalente a 10 mil litros de água por mês), a tarifa passará dos atuais R$ 23,48 para R$ 27 mensais, uma diferença de R$ 3,52.
Esse volume de água seria suficiente para uma família de quatro pessoas, segundo o Semae, e corresponde a uma fatia de 34% de todos os consumidores domésticos da cidade.
Já no caso das famílias que consomem entre 11 mil m³ e 16 mil m³ por mês, o impacto no orçamento será maior e o acréscimo na conta pode chegar a R$ 17,48.
As que mantém consumo de 17 mil até 20 mil m³ mês pagarão até R$ 27,32 a mais sobre o valor desembolsado atualmente.
Para o comércio, a tarifa de água e esgoto na faixa de até 10 mil litros/mês passará para R$ 62,60 e na indústria, para R$ 69.
O presidente do Semae, Vlamir Schiavuzzo, citou que houve necessidade de um reajuste extraordinário devido ao aumento de custos nos últimos meses e que, por isso a autarquia solicitou à Ares-PCJ novos cálculos da tarifa.
“A crise hídrica atingiu a todos e as campanhas de economia de água foram fortes, as pessoas passaram a economizar. O volume de água ao consumidor foi menor, refletindo diretamente na receita. A energia elétrica deu um salto muito grande e comprometeu o equilíbrio financeiro; nosso custo passou de R$ 1,3 milhão para R$ 2,4 milhões ao mês”, disse.
Segundo ele, a maioria dos 154 mil consumidores em Piracicaba são residenciais — cerca de 88% do total. Deste total, a maior parte está na faixa de consumo de até 10 mil litros de água por mês, com pagamento da tarifa mínima. O mesmo ocorreria no comércio e na indústria. Esses públicos serão os que sentirão menor percentual de aumento.
“As famílias com consumo de até 10 mil metros cúbicos terão reajuste de R$ 3,52 e as que consomem até 20 mil metros cúbicos terão reajuste de R$ 27,32, o que é menos de um real a mais por dia. Entendemos que é um aumento suportável, principalmente se compararmos a outras cidades”, disse.
De acordo com o Semae, a tarifa pelo consumo mínimo de água em Rio Claro, por exemplo, é de R$ 31,08, enquanto em Limeira esse valor é de R$ 30,60.
A dona de casa Isabel Machado, 56 anos, avalia que um aumento de custos sempre atrapalha, mas diz que a alta a fará policiar ainda mais o consumo. “Ninguém sobrevive sem água e muita gente acha que a crise hídrica já passou, mas não. Vou ter que economizar mais”, disse.
A mesma opinião compartilha a dona de casa Silvana Morena, 52 anos. “Sempre tem algo que podemos fazer para economizar e vou fazer isso para manter a conta com o mesmo valor.”















