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A Secretaria Municipal de Saúde iniciou um trabalho de monitoramento de Aedes aegypti adultos com o objetivo de adiantar o combate ao mosquito transmissor da dengue antes que novos casos da doença sejam registrados.

Por meio de armadilhas instaladas em determinadas regiões, será possível detectar em quais locais há a presença do Aedes aegypti e, desta maneira, estipular ações de bloqueio com base nestes dados, e não com base no número de casos da doença confirmados nos bairros, como é feito atualmente.

O trabalho é chamado de MI Dengue, que significa Monitoramento Inteligente da Dengue, e tem duração de três meses.

As primeiras armadilhas já foram instaladas na Vila Monteiro e Vila Fátima e, segundo a secretaria, os primeiros resultados devem sair em uma semana.

Ainda segundo a Pasta, o MI Dengue é realizado pela Helpinsect — empresa terceirizada contratada pela prefeitura — em parceria com a Ecovec e não haverá custos para o município.

A secretaria informou que o projeto será desenvolvido de forma experimental nestes dois bairros e poderá ser levado para demais regiões posteriormente.

Diferente do projeto Aedes do Bem, realizado no Cecap, que procura diminuir a população do Aedes aegypti, o MI Dengue monitora a existência dos mosquito, a quantidade, se eles têm o vírus e qual o tipo de vírus existente.

Com base nestes dados, ações de combate e bloqueio serão realizadas na região.

Em nota, o diretor de relacionamento da Ecovec, Luís Felipe Ferreira informou que foram instaladas 14 armadilhas em cada bairro.

“Atualmente, o combate à dengue em Piracicaba é direcionado quando é confirmado um caso de dengue em determinado bairro. Com as armadilhas, teremos a possibilidade de antecipar o combate antes mesmo do mosquito agir”, afirmou.

Com um sistema GPS via celular, um mapa irá mostrar onde há infestação do mosquito nas áreas onde estão instaladas as armadilhas.

Com uma escala de cores, que vão do verde ao vermelho, poderá ser monitorado o índice de infestação.

“Este monitoramento é realizado semanalmente com a retirada do conteúdo das armadilhas pelos agentes do município e os mosquitos capturados são enviados para análise em nosso laboratório em Belo Horizonte”, informou Ferreira.

Coordenador do PMCD (Plano Municipal de Combate à Dengue), Sebastião Amaral Campos, o Tom, afirmou que esta é uma medida para ampliar o combate à dengue.

“Em junho, estive com o secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, em Porto Alegre, para conhecer a tecnologia do MI Dengue. Consideramos o sistema eficiente e, por determinação do secretário, decidimos fazer esse piloto na Vila Monteiro e Vila Fátima”, disse.

Até o último domingo, a cidade registrou 3.662 casos confirmados de dengue.

 

FONTE: Jornal de Piracicaba