
O preço do feijão está “bombando” nas piadas das redes sociais. Num dos muitos memes que viralizaram, há um cartaz na frente de uma agência da Caixa Econômica Federal com os dizeres “financie feijão em até 36 meses – “Programa Meu Feijão Minha Vida”. Em outra sátira digital, um espetinho com sete grãos do legume inflacionado é oferecido a R$ 5,00.
Os principais vilões são o clima desfavorável (muitas chuvas) e a queda da oferta do feijão. E a grande vítima são os consumidores, que estão assustados com os preços em supermercados, feiras livres e outros locais.
“Eu gosto do (feijão) rosinha, porque eu cozinho para a semana inteira e ele não perde o sabor. Mas está caro demais”, declara a dona de casa Orídia Jeremias, 76 anos.
A comerciante Adriana Rosada, 45 anos de idade, de uma banca do Mercado Municipal de Piracicaba, relata que “o feijão carioquinha custava R$ 8,50 no começo do ano, depois passou a R$ 10,00, agora está saindo por R$ 12,00 e a nova remessa terá preço reajustado, já avisaram os produtores”.
O piracicabano José Jurado, 75 anos de idade, que vende vários tipos de feijão a granel, não lembra de ter visto o feijão com preço tão alto em seus 35 anos de Mercadão, onde é proprietário da Banca do Jura.
“Nossa Senhora! Os clientes estão reclamando. Mas, mesmo assim, eu estou vendendo mais barato do que os supermercados”, compara. Ali, os preços do feijão são os seguintes: preto e fradinho (R$ 8,00), feijão de corda (R$ 12,00), carioquinha (R$ 13,00), rosinha (R$ 14,00) e bolinha (R$ 16,00).
O preço do brasileiríssimo feijão disparou em 24 Capitais do País, apontou um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). E o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) informa que, desde janeiro, o valor da saca de 60 quilos aumentou 60% e chegou a custar R$ 550,00 em São Paulo.
A nutricionista Angélica Oliveira lembra que “o feijão é uma importante fonte de ferro, fibras e vitaminas do complexo B”. “Mas, diante dos altos preços, ele pode, por exemplo, ser substituído pela lentilha ou pela ervilha, que também combinam com o arroz, que é outro alimento indispensável na mesa do brasileiro”, afirma.
FONTE: Gazeta de Piracicaba
















