Cinco avenidas de Piracicaba estão ganhando novos radares de fiscalização de velocidade, com limite de 50 quilômetros por hora. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran) informa que o excesso de velocidade nesses trechos é a principal justificativa para a instalação dos equipamentos, que ainda aguardam aferição oficial do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP).
Os novos radares estão nas avenidas Juscelino Kubitschek de Oliveira, Raposo Tavares, Centenário (próximo ao Centro de Energia Nuclear na Agricultura/Cena/Esalq), Dr. Paulo de Moraes e Corcovado.
“Este último já está em operação há algum tempo, o da Dr. Paulo começa a funcionar no dia 15 de agosto e os outros ainda não têm data definida para entrar em operação, mas imagino que isto ocorra em aproximadamente um mês”, declara Jorge Akira, secretário de Trânsito e Transportes. Cada vez que um novo radar de velocidade é instalado, a Semuttran é obrigada a sinalizar (com placas) o limite permitido naquela via.
Porém, o mandatário da Semuttran ressalta que a pasta aumentou os pontos de fiscalização, mas não o número de radares. “Nem todos têm fiscalização efetiva, uma vez que adotamos o sistema de rodízio das câmeras. Isto é, em alguns locais existe a estrutura física (só a caixa de metal) mas o radar não está em operação. Esse rodízio é para não onerar os cofres públicos”, conta Akira.
“Cerca de 40% dos radares da cidade são só a carcaça, estão ali pelo efeito psicológico”, diz Akira. Dos 15 pontos de fiscalização de velocidade, na verdade oito estão em funcionamento. Quanto aos 13 radares que monitoram o avanço de semáforos, são nove as unidades que realmente estão em operação. E entre os oito radares para a detecção de caminhões acima de três eixos (já incluindo o novo da avenida Fioravante Cenedese, da ponte de ferro do distrito de Ártemis), apenas cinco estão ligados.
Segundo Akira, os principais critérios que determinam a instalação de um radar numa determinada área são: periculosidade do local com relação à velocidade desenvolvida pelos veículos, visibilidade comprometida antecedendo curvas, fluxo de pedestres e movimentação grande de veículos em garagens coletivas tais como shoppings, escolas e hospitais, entre outros.
“Na avenida Centenário já houve caso de veículos trafegando a 110 quilômetros por hora”, exemplifica. O fato de várias vias do município terem sido recapeadas recentemente também seduz os motoristas a pisarem fundo, lamenta o secretário.
Na descida da avenida Raposo Tavares, o problema é que “frequentemente os caminhões perdem o freio e tombam no final da via”, lembra o secretário, justificanado a instalação do radar no local. “Então, com velocidade reduzida (por causa da fiscalização), a probabilidade deste tipo de acidente é menor”, afirma Akira.
De acordo com o Portal da Transparência, da Prefeitura de Piracicaba, entre janeiro e junho o município arrecadou R$ 5,878 milhões em multas de trânsito, sendo que a projeção total para o ano é de R$ 11,6 milhões. “A gente não está preocupado com a arrecadação, estamos preocupados com a garantia de vidas”, diz Akira.
92% dos carros não tomam multas
Piracicaba possui uma frota de 295 mil veículos registrados. Desse total, 92% dos carros têm “ficha limpa”, ou seja, não foram autuados.
“A grande maioria não toma multa, os infratores são poucos, graças a Deus”, comemora Akira. Entre janeiro e maio, em Piracicaba foram emitidas 4.220 multas de trânsito aplicadas a 798 veículos (média de 5,29 autuações por cada carro infrator), informa a Semuttran. Deste total de multas, 59% são referentes a veículos de Piracicaba e 41% de carros vindos de fora.
FONTE: Gazeta de Piracicaba