O preço do etanol subiu nos postos de combustíveis de Piracicaba nas últimas semanas. Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o valor do biocombustível teve acréscimo de R$ 0,10 ao longo do mês de setembro, passando da casa de R$ 2,30 o litro para R$ 2,40 em média. E a previsão do Recap (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Campinas e região) é de que os preços continuem em elevação nas próximas semanas, apesar da plena safra da cana-de-açúcar.

Segundo o diretor regional do sindicato em Piracicaba, Augusto Mafia, o estoque do biocombustível está baixo nas usinas, que têm aumentado a produção para dar conta da demanda, o que puxa uma alta dos preços. Já a gasolina sofre impactos menores. “Como a gasolina já possui um valor maior em relação ao etanol, a diferença não está sendo muito sentida, mas o combustível também é afetado, já que sua composição contém 27% de etanol. Os impactos são menores, mas também causam desconforto no bolso do consumidor”, disse.

Hoje, o etanol segue mais vantajoso nas bombas, já que seu preço corresponde a menos de 70% do valor da gasolina. Apesar disso, na hora de abastecer o carro, a maioria deixa de lado os cálculos e acaba escolhendo o combustível pela ‘força do hábito’. Em geral, conta Luiz Carlos Santos, gerente de posto, a preferência é pelo etanol. “O fluxo maior de consumidores é mesmo pelo etanol, apesar de ser um combustível que gasta mais e consequentemente o carro precisa ser abastecido mais vezes”, afirmou. Usar menos o carro tem sido uma das saídas encontradas pelo motorista Luciano da Silva Pereira, 35, para economizar. “Não faço as contas para ver qual combustível compensa mais, opto pelo álcool por estar mais barato. Para o gasto de combustível ser menor, evito usar o carro para ir em lugares que são perto da minha casa”, relatou.

Já a diretora pedagógica Juliana de Almeida, 41, opta pela gasolina. “Antes de abastecer é bom ter em mente os preços dos combustíveis, mas, mesmo sendo mais cara, a gasolina compensa, pois rende bastante para quem precisa usar o carro com frequência, como é meu caso. Além disso, realizo menos abastecimentos ao mês, o que é um ponto positivo para quem está sempre muito ocupado. Acho que isso acaba ‘pesando na balança’ para o lado da gasolina também.”

 

FONTE: Jornal de Piracicaba