A reforma trabalhista e previdenciária prevista pelo Governo tem como objetivo promover alterações nos benefícios dos trabalhadores como alterar a jornada de trabalho para 12 horas, aumentar a idade mínima da aposentadoria, mudar os cálculos dos reajustes dos benefícios dos aposentados, dentre tantos outros.
São com essas medidas que o Governo pretende acabar com a crise econômica, mas isto não faz o menor sentido. Uma reforma trabalhista deve garantir dignidade aos trabalhadores.
Projetos que tem como base para sair da crise alterações nos direitos trabalhistas é o mesmo que retroceder socialmente. Até então o Governo ainda não apresentou nenhuma proposta para se combater o desemprego. São mais de 12 milhões de pessoas desempregadas, são jovens, mulheres, idosos, pais de famílias, onde muitos estão em uma situação desesperadora com muitas contas e sem ter como pagar.
Não é possível aceitar esta tentativa do Governo de reduzir direitos para pagar a dívida pública. E os trabalhadores como ficam? Os direitos são conquistas de todos os brasileiros.
Nós sindicalistas juntamente com os trabalhadores, precisamos intensificar a nossa luta e barrar qualquer possibilidade que possa suprir direitos.
Através de um diálogo aberto é que qualquer alteração deve ser discutida com a sociedade e com os seus representantes.
Sabemos que o país enfrenta um grave problema político, social e econômico, mas existem outros meios, inclusive já apresentados pela Força Sindical e Centrais Sindicais, que tem como base soluções para sair desta crise.
É preciso sim que o Brasil volte a crescer, mas sem retirar direitos.
José Florêncio da Silva, Bahia, presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e região















