Piracicabanos e turistas que aproveitaram o feriado prolongado também para passear pela orla do rio Piracicaba, observaram o quanto o rio está cheio. Na última segunda-feira (14), nosso maior cartão-postal chegou a ter uma vazão 168,7% superior à média histórica para o mês de novembro, após as chuvas que caíram na cidade e na região. A vazão do manancial, às 16h30 de segunda-feira, a 220,02 metros cúbicos de água por segundo (220,02).
A média histórica para o mês é de 81,86 m3/s, conforme análise da Sala de Situação das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). No dia 12, a quantidade de água do rio Piracicaba estava em 140 m3/s, baixou para 100 m3/s no dia 13 e, próximo à zero hora desta segunda-feira, começou a subir, informam os dados da Rede Telemétrica do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).
A chuva acumulada no dia 13 foi de sete milímetros e, nesta segunda-feira, 23 milímetros, até as 18 horas. No dia 11 de novembro, ocorreram 10 milímetros de chuva, segundo a estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A previsão de chuvas entre os dias 11 a 15 de novembro é de acumuladas de até 75 mm em parte das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), conforme previsão da Sala de Situação PCJ.
“Nesta terça-feira (15), o tempo melhorou na maior parte do Interior do Estado, mas ainda há previsão de chuvas nos setores Norte e Leste”, esclareceu o meteorologista André Mendonça de Decco, do IPMet/UNESP, no boletim da Sala de Situação PCJ, divulgado no dia 11.
Toda essa água levou muita gente a buscar lazer na orla e aproveitar a cheia para passear com jet ski. “Essa é a segunda vez que venho a Piracicaba e o rio está mais bonito. A chuva estraga um pouco nosso passeio, mas é bom para o rio”, disse Joana Vrech, 57 anos de idade, de Curitiba (PR).
A família de Ricardo Ferreira dos Santos veio de Taboão da Serra. “Não conhecia o rio, só pela música. É muito bonito e estamos passeando no parque e no museu (Engenho Central), que ainda está restaurado”, comentou.
Os piracicabanos Madalena Pagotto, 69 anos de idade, e Luiz Margatto, 76 anos de idade, aproveitaram a tarde para ver “o nosso rio que é muito famoso. Passamos sempre por aqui, mas nosso povo tem de cuidar mais dele. As pessoas deixam lixo, há parte das margens assoreadas na avenida Cruzeiro do Sul e precisam ser recuperadas”, disseram.
O químico Claudio Rafael dos Santos Alves, 37 anos de idade, e a filha Alice Martins Alves, sete anos de idade, estavam admirados com 10 capivaras que estavam próximas ao píer, na avenida Beira Rio. “Nunca as vi nessa parte do rio, perto das pessoas”, disse ele. “Eu gosto de passear aqui porque a vista é bem bonita e dá para brincar bastante”, completou Alice.
FONTE: Gazeta de Piracicaba















