O potencial de consumo dos piracicabanos deve chegar a R$ 11,3 bilhões em 2017, segundo o estudo IPC Maps, realizado anualmente pela empresa IPC Marketing.
A pesquisa aponta um crescimento de 27,3% na comparação com o ano passado, quando Piracicaba apresentava um potencial de R$ 8,8 bilhões.
Para chegar a esse número, a empresa utiliza base de dados oficiais como a do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), utilizando metodologia própria, em uso há mais de 20 anos.
O fenômeno da interiorização no consumo que percorre o Brasil alcan- ça 70,15% de tudo que será consumido pelos brasileiros em 2017, pouco acima de R$ 2,9 trilhões, já considerando o atual cenário de retração econômica nacional.
O estudo mostra que esse fenô- meno não é novo e que vem se evidenciando desde 2015 quando a movimentação do consumo fora das capitais bateu os 70%.
Atualmente, resta às capitais estaduais pouco menos de 30% (pró- ximo de R$ 1,3 trilhão), uma participação que por longos anos espelhava mais da metade do consumo nacional.
“Este cenário pode contribuir para se traçar um novo horizonte de oportunidades competitivas para a economia, impulsionando a ocupação da mão de obra e o consumo por produtos e serviços. Piracicaba e outras cidades do interior de São Paulo são algumas das principais beneficiadas nesse processo”, avalia o diretor do IPC e autor do estudo, Marcos Pazzini.
Ele cita ainda um crescimento do movimento de migração social em Piracicaba como uma das principais causas da expansão do potencial de consumo.
“Piracicaba teve um movimento acentuado de migração social positiva, especialmente das classes D e E para a C. As classes A e B também tiveram aumento no número de domicílios, embora menor”, explica.
No ranking feito pela IPC, a cidade passou da 17ª para a 13ª colocação no Estado de São Paulo e da 56ª para a 49ª no país.
“O que é muito relevante, considerando que agora Piracicaba está entre as 50 cidades com maior potencial de consumo do Brasil”, completou.
Dos R$ 11,3 bilhões de potencial de consumo apurados pela IPC em Piracicaba, R$ 3,1 bi devem ser consumidos com a chamada “manutenção do lar”.
O único item além deste a ultrapassar a barreira do bilhão foi a alimentação no domicílio, com R$ 1,1 bilhão.
A classe B, com 5,6 bilhões, representa a maior fatia do bolo. O valorrepresenta quase nove vezes o valor de todo o potencial das classes D e E.
BRASIL — Através da análise dos dados entre 2016 e 2017, o estudo IPC Maps mostra que o consumo nacional tem fôlego para atingir R$ 4,2 trilhões, embora se iguale aos níveis de consumo de 2011 quando comparados os valores sem considerar a inflação.
Serão gastos R$ 300 bilhões a mais que em 2016, indicando crescimento real estimado em 0,42%.
O desembolso desses recursos nos 22 itens da economia permanece maior no interior dos Estados sobre as capitais, que melhoraram minimamente o seu perfil de consumo.
FONTE: Jornal de Piracicaba















