A greve dos caminhoneiros afetou o abastecimento e “salgou”, principalmente, os valores da batata e da carne de segunda. O preço médio da Cesta Básica de Piracicaba ICB – Esalq/Fealq, calculado pela Empresa Júnior de Economia e Administração (Ejea), para a semana encerrada no dia 26 de maio de 2018, aumentou 2,43%. Com isso, o conjunto de mantimentos essenciais, passou de R$ 521,00 para R$ 533,66.
A categoria Alimentação apresentou aumento de 2,33%, passando de R$ 408,90 para R$ 418,42. A categoria Limpeza Doméstica aumentou 4,40%, passando de R$ 55,82 para R$ 58,28. Na categoria Higiene, houve aumento de 1,23% passando de R$ 56,27 para R$ 56,96.
O preço médio da batata apresentou aumento de 28,17%, passando de R$ 2,86 para R$ 3,66, devido à paralisação dos caminhoneiros. De acordo com o Cepea, com o encerramento da greve é possível que os preços da batata voltem aos patamares anteriores ou ainda mais baixos.
O motivo é que, com a greve, houve acúmulo de oferta do tubérculo que deveria ter sido colhido na semana passada junto com o que deve ser ofertado nos próximos dias. Além disso, com o atraso da colheita, a batata que fica no solo por mais tempo perde qualidade e se desvaloriza.
O preço da carne de segunda teve um aumento de 10,86%, passando de R$ 15,74 para R$ 17,45/quilo. Com a crise dos combustíveis no Brasil, a cadeia do boi parou por conta do fechamento das estradas. Segundo o Portal ‘Notícias Agrícolas’, com o trânsito rodoviário bloqueado, houve maior dificuldade para entregar os animais aos frigoríficos, assim como para escoar a carne processada.
Além disso, segundo informações, o movimento dos caminhoneiros também forçou o racionamento do estoque de ração. E-mail: contato@ejeaconsultoria.com. Site: www.ejeaconsultoria.com.
FONTE: Gazeta de Piracicaba