A Indústria de Piracicaba e Região cortou 850 postos de trabalho nos últimos 12 meses, por conta da instabilidade econômica nacional, segundo dados fornecidos na tarde desta quarta-feira (17), pela Diretoria Regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Isso significa uma retração de -1,76% de empregos formais no segmento industrial. Houve, também, uma queda de -1,07 do nível de emprego em junho ante maio desse ano: foram cortadas 500 vagas formais de trabalho.
Em contrapartida, de janeiro a junho de 2019 o acumulado positivo de trabalhadores na Indústria de Piracicaba e Região é de +1,26%, ou seja, um aumento de cerca de 600 postos de trabalho mês a mês. O problema é que no choque entre contratações e dispensas (nos últimos 12 meses ou de junho ante maio) a situação requer atenção pois os resultados são negativos.
Isso porque se continuar nesse ritmo, 2019 fechará no vermelho, segundo constatou o gerente regional do Ciesp, Homero Scarso.
No comparativo de junho ante maio, os segmentos que mais cortaram vagas foram os seguintes: veículos automotores e autopeças (-2,02%); máquinas e equipamentos (-1,22%); produtos alimentícios (-0,95%) e produtos químicos (-0,85%). Esses setores puxaram, para baixo, a empregabilidade na Indústria Local.
O contraponto, isto é, os setores que contrataram em junho em relação a maio foram apenas dois: minerais e não-metálicos (+1,34%) e bebidas (+0,36%). Ao todo a pesquisa aborda 22 segmentos.
Voltando ao quadro estatístico dos últimos 12 meses, os setores que mais cortaram nesse período foram produtos alimentícios (-17,52%); borracha e material plástico (-2,80%); celulose, papel e produtos de papel (-2%) e veículos automotores e autopeças (-0,54%). Quem mais contratou nos últimos 12 meses foram: têxteis (+12,87%); impressão e reprodução de gravação (+50%); minerais e não-metálicos (+6,24%) e produtos químicos (+4,74%).
Fábio Vitti, diretor-titular do Ciesp Piracicaba, e o gerente Scarso, explicaram que o mês de junho tem apresentado resultados negativos nos últimos anos da série histórica de pequisa desde 2006 no emprego na Indústria. Em 2018, junho em relação a maio, foi de -0,94%; 2017 (-0,57%); 2016 (-1,70%); 2015 (-2,29%); 2014 (-1,87%); 2013 (-0,50%).
Os anos positivos, por exemplo, foram: 2012 (+0,72%); 2011 (+0,74%); 2010 (+ 1,21%); 2009 (-1.03%); 2008 (+0.05%); 2007(-1.04%) e 2006 (+0,97%). A Indústria de Piracicaba emprega cerca de 27 mil pessoas, segundo Scarso.
Vitti e Scarso explicaram que o pique de empregos na cidade, na Indústria, é principalmente em abril e março quando o setor sucroalcooleiro contrata em massa. Após esses dois meses inicia-se um período de sazonalidades, pelo menos nos últimos anos.
A projeção, reconheceu Vitti, é que para muitos setores 2019 já é um “ano perdido”. Ele lembrou que o ponto positivo no País tem sido o Agronegócio que consegue contratar e ajudar a Economia.
O diretor do Ciesp ainda frisou que a Reforma da Previdência terá um impacto positivo na Economia. E se realmente o governo federal iniciar uma sequência de Reformas, como a Tributária, em breve a Economia começará a se aquecer. “O Brasil só retomará os empregos com grandes obras”, acrescentou o diretor, se referindo também à Construção Civil.
FONTE: Gazeta de Piracicaba















