O aumento repentino dos preços de itens da cesta básica assustou, essa semana, uma empresa em Piracicaba que é uma das principais fornecedoras do Interior. Lista encaminhada pela empresa, à redação, aponta inúmeros reajustes praticados por fornecedores/produtores. A empresa está preocupada, uma vez que precisa manter a entrega e consequentemente repassará os novos valores aos clientes. “Precisamos atender às empresas, pois temos contratos para entregar a mercadoria. São contratos públicos e privados e tenho que vender”, disse, nesta quinta-feira (16), a encarregada de compras Luzia Pinheiro. Ela calcula que as cestas de 25 itens, por exemplo, sofreram um reajuste entre 15% e 25% devido à alta repentina.
No início da semana, o quilo do feijão teve um aumento de 66% passando de R$ 3,63 para R$ 6,02. “No final de semana, já constatamos 80% de reajuste”, disse Luiza. Outros exemplos de majoração de preços: o arroz passou de R$ 10,78 para entre R$ 13,25 e R$ 13,33 (média a partir de 23%); macarrão de R$ 1,55 para R$ 1,63 (+ R$ 0,08); leite longa vida de R$ 2,35 para R$ 3,49 (+ R$ 1,14); trigo de R$ 1,60 para R$ 1,95 (+ R$ 0,35), óleo de soja de R$ 3,27 para R$ 3,51 (+ R$ 0,24).
Segundo a encarregada de compras, fornecedores nem aceitam negociar valores mais baixos. “É uma hora difícil porque as empresas não estão produzindo. É um momento de pelo menos manter a cesta de alimentos para o empregado, pois é um item básico”. “E o governo estadual ainda anunciou uma compra de um milhão de cestas básicas por mês. Para nós não dá nem para cotar, já que é o tipo da coisa que depois que anunciaram essa compra a situação piorou muito”, afirmou Luiza.
É provável, entende Luiza, que o aumento da procura ajudou a disparar os preços. Para a empresa, o governo precisaria intervir. A soja, por exemplo, é uma Commodity que tem o preço atrelado às variações do dólar, mas teve produção recorde. A empresa diz que os produtores estão priorizando a Exportação de soja e trigo e desabastecendo o Mercado Interno.
FONTE: Gazeta de Piracicaba