Com suspensão da greve, funcionários dos Correios voltam a fazer entregas na região de Piracicaba

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Funcionários dos Correios na região de Piracicaba (SP) acompanham a suspensão da paralisação em todo o país e voltaram a trabalhar na manhã desta quarta-feira (18). A paralisação durou nove dias corridos e causou impactos na região. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Correios de Campinas e Região (Sintect-Cas), as entregas de cartas e encomendas foram retomadas e os servidores devem manter estado de greve até 2 de outubro.

A entidade informou que as entregas retomaram em toda a região, mas que ainda não é possível precisar o número de encomendas paradas e se haverá atraso de entregas. Ele avalia que as cidades que mais sentiram os prejuízos durante o movimento foram as menores, como São Pedro (SP) e Charqueada (SP).

“São cidades que já trabalham de forma mais deficitária, então qualquer funcionário que para, faz diferença”, explicou Emerson Marcelo Vieira, diretor da entidade.

Os Correios informaram que a rede de atendimento da estatal está aberta em todo o país e que serviços como Sedex e PAC continuam sendo postados e entregues em todas as cidades.

Suspensão da greve

O diretor do Sintect-Cas disse que os servidores da região decidiram seguir a suspensão do movimento grevista decidida em assembleias em todo o país. Segundo ele, a categoria permanece em estado de greve até julgamento do dissídio pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 2 de outubro.

“A assembleia foi tumultuada, porque uma parte queria manter, mas era algo insustentável, porque mais de 20 sindicatos já tinham aceitado a proposta dos Correios. Para não ficarmos isolado, nossa assembleia decidiu também suspender o movimento”, acrescentou Vieira.

Até esta publicação não havia balanço total dos impactos na região de Piracicaba causados por causa da greve.

Segundo os Correios, a paralisação da greve a partir das 22h de terça-feira (17) foi a condição para que a estatal aceitasse a proposta do TST de manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2018/2019 até o julgamento do dissídio.

“Com o julgamento do dissídio pelo TST, a empresa espera chegar a um entendimento razoável sobre o ACT 2019/2020, com a confiança de que o Tribunal reconhece a importância de, neste momento, retomar o equilíbrio financeiro de uma empresa tão estratégica quanto os Correios”, disse em nota.

Reivindicações

O sindicato que representa os servidores espera que, no dia 2, haja a reedição do ACT para que diretos reivindicados não sejam removidos. Entre eles estão manutenção dos tickets nas férias, janela de trabalho em 44 horas por semana, manutenção das horas extras a 70% e reposição da inflação.

A classe também luta pela manutenção do plano de saúde para pais e mães de servidores, desde que tenham renda familiar de 1,2 salários mínimos. Além disso, se mantêm contra a privatização dos Correios, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

FONTE: G1 Piracicaba