Ex- Funcionários da Dedini – Juiz confirma a liberação de crédito

Por enquanto, a fase é de conferência das quase mil guias de levantamento de crédito, documentos oficiais que permitirão aos ex-funcionários da Dedini Indústrias de Base a retirada de valores depositados em juízo. E, provavelmente, a partir desta sexta-feira (10), o juiz Marcos Douglas Veloso Balbino da Silva, da 2ª Vara Cível de Piracicaba, comece a assinar o lote de autorizações que vai liberar dinheiro aos antigos empregados da Metalúrgica.
A fase de conferência das guias requer cuidado e atenção, diz o juiz, “porque um dado errado trava e daí a pessoa não consegue liberar o dinheiro”.
“Mas estou esperançoso que já comece o envio das guias nesta sexta-feira. O juiz observa que “são milhares de reais depositados em juízo, tudo para pagar os débitos trabalhistas relacionados à recuperação judicial, de funcionários concursais e extra-concursais”, explica o juiz, que também é o diretor do Fórum de Piracicaba.
A expectativa de Balbino da Silva é “quase zerar os créditos” devidos aos ex-empregados da companhia. Mas haverá um rescaldo, observa o juiz.
“O valor teto de créditos foi fixado em R$ 20,6 mil, mas alguns receberão menos porque tem menos a receber. Mas outros têm mais dinheiro a receber que superam esse teto”, comenta. “Espero assinar esses quase mil processos o mais rápido possível. Quero ver se até o final de novembro eu consiga zerar tudo. O dinheiro está aí”, acrescenta.
Os ex-funcionários da Dedini só poderão retirar as guias no Fórum de Piracicaba após a publicação da relação dos beneficiários, da data e das regras/condições exigidas para tal, no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o que deve acontecer em breve. De acordo com o juiz, três fatores podem causar transtornos no processo de liberação dos valores.
“Primeiro é que o sistema operacional do Tribunal de Justiça (SP) é lento, então não dá para assinar cerca de mil guias de uma só vez e enviá-las. Isso trava o computador. Segundo é que temos poucos funcionários para entregar essas guias ao beneficiário ou advogado que tem procuração para representá-lo. E terceiro, porque a agência bancária aqui no Fórum é pequena, então pode haver congestionamentos”, declara.
O dinheiro que será pago aos ex-funcionários é derivado do leilão de bens da Dedini e de créditos que a empresa tinha de prestação de serviço, que foram penhorados. Os credores beneficiados são tanto os funcionários demitidos antes quanto depois do acordo de recuperação judicial da empresa, celebrado em agosto de 2015.
“O dinheiro não saiu antes porque a Fazenda Nacional recorreu de tudo e mais um pouco, infelizmente houve vários recursos e isso atrasou um pouco”, afirma.
FONTE: Gazeta de Piracicaba