Sindicato participa de debate contra as ameaças de demissões e redução de direitos no setor automotivo

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e região, esteve presente (01/02), participando do debate contra as ameaças de demissão e direitos das montadoras. Organizado pelo Movimento Brasil Metalúrgico, o encontro foi realizado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

No dia 18 de janeiro, a General Motors (GM), alegando um prejuízo significativo entre os anos de 2016 e 2018, anunciou através de uma carta direcionada aos funcionários, que pretende realizar uma reestruturação na empresa, não descartando a possibilidade de fechar fábricas e até mesmo sair do Brasil. Dentre as medidas anunciadas constam a diminuição do piso salarial; o aumento da jornada de trabalho de 44 horas semanais; revisão no programa de participação de resultados (PPR) – zero no primeiro ano, 50% em 2020 e 100% em 2021; suspensão da contribuição da GM por 12 meses para previdência; alteração no plano médico dos funcionários; implementação do trabalho intermitente por acordo individual e coletivo; jornada especial de trabalho de 12 por 36 horas; dentre outros.

Segundo Miguel Torres, presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), Força Sindical e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, “ este mesmo tipo de chantagem social, se adotado pelas demais montadoras, colocará em risco muito mais empregos e direitos dos trabalhadores, em todo o Brasil, inclusive nas autopeças, nos diversos segmentos da cadeia produtiva do setor automotivo”, destacou.

Para Wagner da Silveira, Juca, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e região, “não é possível uma montadora líder em vendas no país, querer se reestruturar reduzindo direitos dos trabalhadores”, destacou.

O Movimento Brasil Metalúrgico pretende agir em todo o país, contra as ameaças de demissões e redução dos direitos trabalhistas.