Os piracicabanos são responsáveis por R$ 256 milhões do total pagos pelos brasileiros em impostos, taxas e contribuições desde o primeiro dia do ano até ontem, quando o Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) atingiu R$ 1,36 trilhão em tributos federais, estaduais e municipais. A marca foi alcançada com quase 15 dias de antecedência em relação ao ano passado, o que aponta um aumento da arrecadação entre 2017 para 2018.
Só em Piracicaba, o total de tributos pagos pela população de 1 de janeiro até 1 de agosto subiu 9,87% na comparação com o mesmo período do ano passado. “É importante lembrar que a população paga impostos em todos os produtos e serviços adquiridos, e não apenas nos impostos oficiais como IPTU, por exemplo, que é um tributo exclusivamente municipal”, disse Luiz Carlos Furtuoso, presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba).
De acordo com levantamento da ACSP, o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. São mais de 90 impostos e a carga tributária corresponde a 35% do PIB (Produto Interno Bruto). Da arrecadação total de tributos, 69,5% vai para a União, 26% para os estados e apenas 4,5% para os municípios. “Discute-se muito sobre o volume e o custo dos tributos nos produtos, pela lógica é que, se tivesse menos impostos, o consumo seria maior já que o poder de compra da população seria ampliado, ou seja, com a mesma renda ele consumiria mais”, lembrou Furtuoso.
No site do Impostômetro é possível consultar uma lista com a porcentagem de tributação que cada produto comercializado tem. No segmento de assessórios os com maior tributação são os relógios (56,14%), joias (50,44%) e guarda-chuvas (35,25%); no agronegócio são peixe (34,48%), carvão (34,29%) e carne (29%); bebidas chope (59,49%), vodka e cachaça (81%), refrigerante em lata (46,47%); nos industrializados, a ração de cães e gatos lidera (com 41,26%), seguido por sorvete de massa (38,97%) e salgadinhos (37,3%); nos combustíveis a gasolina (61,95%) tem maior tributação, seguido do etanol (29,48%). Entre os produtos mais comuns dentro das casas dos brasileiros, o com maior cobrança de imposto são aparelho de DVD (50,39%), jogos de vídeo game (72,18%), home theater (44,94%), chuveiro (48,23%), lavadoura de louça (48,29%), ar condicionado doméstico (48,22%) e micro-ondas (59,37%).
(Felipe Poleti) Jornal de Piracicaba















