Piracicaba é a 35ª cidade mais inteligente do Brasil entre aproximadamente 700 municípios com mais de 50 mil habitantes avaliados no Ranking ‘Connected Smart Cities 2018’, divulgado na última terça-feira (4), em São Paulo (SP). As informações oficiais foram confirmadas nesta quarta-feira (5). A posição revela um recuo na classificação do município que era o 31º, em 2017. A pontuação da cidade foi 26,052. Curitiba (PR) foi a primeira colocada na avaliação com 31,782 pontos.
No ano passado, a Capital do Paraná ficou em segundo lugar e a primeira foi São Paulo, que liderou o ranking também em 2016 e hoje é a segunda. Já em 2015, a cidade mais inteligente e conectada foi o Rio de Janeiro, que agora está em 6º lugar.
Na região, a cidade melhor colocada é Campinas, que ficou na 4ª posição. Piracicaba está à frente de Sorocaba (42ª), Limeira (49ª) e Americana (60ª). O estudo é a principal análise sobre cidades inteligentes no Brasil e é realizado pela Urban Systems, em parceria com a Sator.
Para a elaboração do ranking, que está na 4ª edição, as cerca de 700 cidades participantes foram avaliadas a partir de 70 indicadores. Curitiba conquistou, ainda, o 1º lugar nas categorias: por Faixa Populacional com mais de 500 mil habitantes, Região Sul e Governança. Curitiba se classificou em 2º lugar em Empreendedorismo e Urbanismo, e em 3º na categoria Tecnologia e Inovação.
Os indicadores são formados por 11 setores principais: Mobilidade e Acessibilidade, Urbanismo, Meio Ambiente, Energia, Tecnologia e Inovação, Economia, Educação, Saúde, Segurança, Empreendedorismo e Governança.
O presidente da Urban Systems e sócio da plataforma Connected Smart Cities, Thomaz Assumpção, ressaltou que o Ranking mostra a importância de um planejamento estratégico das cidades considerando a conexão entre os 11 eixos temáticos analisados e a sinergia existente entre o resultado de investimentos.
“A Educação, que muitas vezes é visto como um eixo básico, tem uma grande importância no desenvolvimento do Empreendedorismo e na busca da sustentabilidade econômica das cidades, permitindo que mais atores sejam responsáveis pelo desenvolvimento da cidade”, disse.
O estudo divulga os 50 primeiros classificados dos 11 setores. Piracicaba aparece em cinco deles. Nos outros seis: Meio Ambiente, Mobilidade e Acessibilidade, Saúde, Educação, Segurança e Governança, a cidade não conseguiu pontuação suficiente para se classificar no Top 50.
Indicadores
No indicador Urbanismo, Piracicaba era a 30ª, em 2017, e neste ano, ficou em 48º. Conforme o estudo, esse setor analisa a lei sobre zoneamento ou uso e ocupação do solo, a lei sobre operação urbana consorciada, o Plano Diretor Estratégico, a emissão da certidão negativa de débito e alvará no site da Prefeitura, vias pavimentadas e a despesa com Urbanismo.
No setor de Energia, Piracicaba está na 38ª posição e foi a 15ª no ano passado. Para a pontuação nesse indicador, o estudo pesquisa o valor da tarifa média no município, “considerando que o valor da tarifa está atrelado a investimentos e perdas”, conforme a apresentação dos resultados do Ranking.
Também são considerados nesse setor domicílios com energia elétrica de outra fonte diferente da companhia distribuidora, produção de energia em usinas de energia eólica, produção de energia em usinas de UFV (solar fotovoltaica), produção em usinas de biomassa, iluminação pública e domicílios com energia elétrica.
Na 45ª colocação, está Piracicaba no setor de Tecnologia e Inovação, que avalia conexões de banda larga com mais de 34 MB (megabyte), municípios com backhaul de fibra ótica, cobertura 4G, trabalhadores com Ensino Superior, acessos no serviço de comunicação multimídia, patentes e bolsas CNPQ.
No Empreendedorismo, a cidade ficou na 50ª posição. São avaliados nesse setor o crescimento das empresas de Tecnologia, Polos Tecnológicos, aumento das empresas de Economia Criativa, as Incubadoras e as Microempresas Individuais (MEIs).
A Economia de Piracicaba ficou na 35ª colocação. Nesse setor, são considerados, para o estudo, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, a renda média dos trabalhadores, o crescimento empresarial, o aumento dos empregos formais, os empregos independentes do setor público, a empregabilidade, receitas não oriundas de transferências da União e do Estado. A Gazeta solicitou entrevista à Prefeitura sobre o resultado do Ranking, mas até o fechamento da edição, não houve retorno.
FONTE: Gazeta de Piracicaba